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repertório dos paradigmas de som

Paradigmas de som

Este repertório visa:

Note-se que o termo paradigma não é aqui usado em sentido científico, nem no sentido que lhe atribuem os filósofos anglófonos do século XXI – nestas páginas o termo paradigma anda próximo da sua origem etimológica:

O meu repertório de paradigmas sonoros inspira-se directamente na investigação publicada por Jean-François Augoyard, com destaque para o livro À l'écoute de l'environnement, répertoire des effets sonores [À Escuta do Meio Ambiente, Repertório de Efeitos Sonoros], publicado em 1995 por Éditions Parenthèses.

No entanto, onde Augoyard fala de repertório de efeitos, eu falo de repertório de paradigmas. Esta distinção, já abordada nos textos introdutórios, é importante e implica algumas divergências metodológicas em relação à linha de trabalho proposta por Augoyard. Há, além disso, alguns pormenores em que divirjo de Augoyard. Para não romper a coerência metodológica nem correr o risco de ver serem atribuídas a Augoyard ideias que ele não defende, assinalo sempre que oportuno os casos de divergência. Um deles tem a ver com a terminologia adoptada em português. Augoyard exibe um acentuado gosto pelo uso de termos provenientes da retórica clássica e fá-lo com grande coerência e rigor. A liberdade que tomei na transposição do seu repertório de efeitos justifica-se na intenção de fornecer um instrumento linguístico/cognitivo ao alcance de todos, independentemente da formação de cada um – o vocabulário de Augoyard iria, a meu ver, dificultar a vida ao leitor menos erudito em retórica, filosofia e literatura clássicas. Ao procurar palavras mais familiares e fáceis de memorizar em português, sempre que possível optei por termos comuns às disciplinas de som, cinema, teatro e outras artes que fazem uso da sonoplastia.

Categorização dos paradigmas

A categorização dos paradigmas de som em grandes grupos não é de forma alguma indispensável aos objectivos do presente repertório, mas pode ajudar o leitor a orientar-se no meio das 32 fichas de paradigmas.

Note-se que, na minha metodologia, as categorias não funcionam como um mapa dicotómico e não são mutuamente exclusivas: um paradigma pode integrar várias categorias ao mesmo tempo.

Comecemos por usar um critério que sopesa os aspectos qualitativos e quantitativos, que se articulam frequentemente de forma dialéctica.

Outro critério possível para a classificação dos paradigmas de som releva os meios de produção e a quantidade de energia aplicada:

Organização das fichas de paradigmas

Para cada paradigma foi criada uma ficha contendo:

Um trabalho em curso

À data em que reinicio a escrita destas linhas (segunda metade de 2021), as fichas aqui publicadas encontram-se ainda em desenvolvimento. As razões que levaram à publicação precipitada de um trabalho em curso não interessam ao leitor, mas é preciso que ele seja alertado para o facto de alguns textos poderem vir a sofrer alterações, ditadas quer pela reflexão progressiva, quer pelo desenvolvimento da investigação de campo nas várias disciplinas envolvidas. Daí que, no pé de cada página, o leitor encontre a data original de criação do tema e a data da última revisão.

 

As fichas que aparecem entre parêntesis curvos no índice geral aguardam desenvolvimento.

Rui Viana Pereira, 2000 ► última revisão: 29-12-2025
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