Frequências: fundamental e harmónicos
Já vimos, em dois vídeos elementares, que o som consiste na vibração cíclica das particulas que constituem a matéria – seja ela sólida, líquida ou gasosa. Essa vibração transmite-se ao nosso ouvido interno e por fim a vibração do ouvido interno é trabalhada pela percepção e pelo aparelho cognitivo.
A oscilação cíclica das partículas costuma ser representada graficamente por uma curva em que cada ponto representa a posição da partícula ao longo do eixo temporal. Cada posição de uma partícula ao longo do seu período de vibração chama-se fase.
Mas os sons raramente são compostos por uma única onda. As mais das vezes são compostas por uma vibração mais forte, chamada fundamental, e por uma série infinita de oscilações cujo comprimento de onda é um submúltiplo da fundamental. Do ponto de vista musical, é a onda fundamental que nos diz qual a nota ou tom desse som (partindo do princípio que é um som harmónico, e não um ruído com componentes aleatórias).
Para se compreender melhor a construção dos harmónicos, vamos desdobrá-los nas suas componentes:
No entanto, esta representação não é prática. Por regra, o que se representa graficamente é a acção conjugada de todos os harmónicos, dentro do espectro auditivo humano:
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